Saladete Rasteiro: Mais Sabor Com Menor Custo

O plantio de tomate saladete rasteiro, reduz o custo de produção, principalmente com mão de obra, visto que elimina as etapas de estaqueamento e tutoreamento.  A Hazera lança novos produtos para atender esse mercado que se destaca pelo sabor e produtividade

Salety, é um lançamento da Hazera. Com características de alto vigor e produtividade, apresenta boa carga de frutos. Ricardo André de Jesus, representante técnico de vendas da Casa do Adubo, representante da Hazera, explica que trata-se de um material de mesa com boa coloração, sabor e excelente resistência às viroses comuns da região, que são o geminivirus e o vira-cabeça. 

“Os clientes que plantaram gostaram muito do material, e estamos expandindo agora as vendas de sementes. O tomate, de formato italiano, é novo na região, e mostra produtividade entre 350 a 400 caixas por mil plantas. A produção tem sido na cidade de Passa-Tempo (MG), no polo de Carmópolis de Minas”, relata Ricardo de Jesus, que tem expectativa de expandir o plantio do material.

O tomate Salety também teve ótimo desempenho em Pará de Minas.

Nestas regiões é mais comum a condução no sistema de meia estaca, apresentando também boa redução de custos quando comparado com as variedades indeterminadas.

No campo

 

Marcos Aurélio Garaffa é produtor de tomate na região de Irecê (BA), nas fazendas Bela Vista, Boa Esperança e Montevidéu. Ele planta 80 hectares por ano, conforme as condições climáticas e quantidade de água disponível.

Marcos começou a testar a variedade Gabryelle da Hazera há dois anos. “Eu enfrentei problemas com falta de água, e o Gabryelle não me deu problema com fundo preto, o qual atinge as demais variedades. Após dois anos de testes, plantei esse ano 50% da área com esse material, e estou muito satisfeito”, garante.

O tomate Gabryelle é do tipo saladete, e pode ser plantado rasteiro ou em mulching, com irrigação por gotejo. No caso de Marcos, ele plantou 8.500 plantas/ha, toda em rasteiro, e observou, nessa cultivar, o melhor pegamento de flores.

“Como o material é novo, estamos tentando introduzi-lo no mercado. A Hazera me dá um bom suporte, trabalhando a nutrição, visando melhorias no pós-colheita do Gabryelle”, relata.

Ainda segundo ele, seu custo é o mesmo que as cultivares convencionais, o que varia em decorrência de chuvas, que exigem mais ou menos defensivos, ou seja, sem chuva há menos problemas com doenças, e o custo cai. “Em média, um hectare não custa menos do que R$ 25 mil, o que seria muito mais alto se o plantio fosse em estaquia. Estou plantando em mulching, no chão, porque o custo de produção é cada dia mais alto e tentamos driblar com estratégias de eficiência. Com o mulching temos um resultado bom, porque economizamos muita água, mão de obra com a capina, e ainda protegemos o fruto, que não fica em contato com o solo”, enumera o produtor.

 

Condições para esse tomate

 

Wellington Lopes é coordenador de vendas e desenvolvimento de produtos da Hazera Seeds do Brasil no Rio de Janeiro, Espírito Santo, Leste de Minas e Bahia. Ele conta que o mercado de Irecê (BA) trabalha com tomate saladete determinado, e é uma região de clima muito quente, acima de 28ºC quase sempre.

“Algumas variedades que existiam no mercado passavam por problemas nos períodos mais quentes do ano, como fundo preto, aborto floral e até mesmo a parte de desenvolvimento vegetativo. Por isso a Hazera desenvolveu um material com genética de melhor performance para os períodos mais críticos do ano, que são os mais quentes, e mais resistentes aos problemas fitossanitários da região”, explica.

O fundo preto, problema comum na Bahia, chega representar em torno de 40 a 60% de perdas de produção no tomate. Mas, com o Gabryelle os produtores têm alcançado boa produtividade, com frutos de qualidade em qualquer período do ano.

“Trabalhamos com intensidade os materiais Gabryelle, Anny e Salety, com destaque para o Gabryelly na região de Irecê. Temos outras opções genéticas que estão sendo trabalhadas em outras regiões brasileiras”, considera Wellington Lopes.

 

 

Menor custo de produção

 

O plantio de tomate rasteiro diminui principalmente a mão de obra, que tem estado a cada dia mais escassa. “O tomate rasteiro proporciona ao produtor mecanizar boa parte de sua mão de obra, que é intensificada apenas para o plantio e para colheita, descartando as etapas de estaqueamento e tutoreamento. Nos momentos de aplicações com produtos para tratamento fitossanitários e de fertilização a mecanização chega reduzir de 30 a 40% com o tomate rasteiro”, calcula Wellington Lopes.

Ainda segundo ele, Gabryelle chegou para atender a principal dificuldade que o produtor tinha no mercado. Agora ele tem, à disposição, um produto com qualidade e produtividade, que é o objetivo do produtor para comercialização, e com maior sanidade, por ser resistente ao Geminivirus (TYLCV) e a vira-cabeça (TSWV). “Colocamos o Gabryelle lado a lado com a testemunha e constatamos um melhor desempenho da variedade em condições ataque de pragas”, finaliza Wellington Lopes.